Espreguiçadeira

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O Haus, meu rottweiler de 8 anos, sempre teve uma relação curiosa com  mamãe.

Quando era ainda bebê, em fase de aprendizado de boas maneiras e Dona Elvira estava aqui em casa no sofá, o “moleque” entrou feliz da vida para cheirá-la e agradá-la, que morta de medo da “fera”, deu-lhe uma chinelada no focinho.

Ela contou, quando voltei, que ele saiu por onde entrou, sem graça, cotoco abatido.

— Tenho medo dele — ela disse,–  essa onça!

O bicho cresceu e cresceu e Dona Elvira, já diminuindo, vinha visitá-lo duas vezes por ano, quase todos os anos.

Porte soberbo, acima do padrão, mas relativamente bem educado, Haus não entra em casa sem ser convidado. Mas, assusta!

É claro que o medo tem mais a ver com ele estar feliz e querer se expressar!

Decidi que era melhor assegurar a integridade dela.

O cão a reconhecia quando ela vinha de visita, balançava o rabinho feliz, bocarra aberta, cheia de dentes e língua rosada!

Ele nunca foi lobo, mesmo diante da vovozinha…

E agora que tenho a espreguiçadeira que mamãe usava todos os dias em Uberaba, agora que a coloquei na varanda, para poder aproveitar meu jardim como mamãe fazia, percebo que ele parece saber. Ele sabe!

Independente de onde eu coloque o canapé, ele deita-se ao lado e vigia.

E às vezes, suspira.

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