Gratidão, essa ingrata.

Certa vez que meu irmão mais velho, especialista em “diplomacia urbana”, foi me visitar em São Paulo e agradeceu com um aceno e a boa palavra – obrigado –  ao motorista que lhe deu passagem no trânsito caótico, quase provocou um acidente. O motorista surpreso tentava descobrir quem havia acenado; seria alguém conhecido, algum velho amigo? Precisou passar ao lado do nosso carro e fixar a mirada no “brother” para ter certeza de que não o conhecia. Depois seguiu adiante, decepcionado.

Comentava ontem com uma amiga, a absoluta falta de reconhecimento e, porque não dizer, de educação das pessoas que convivem conosco, almoçam e jantam e às vezes até dormem na mesma cama. Nem uma piscadinha dão para mostrar que gostaram do resultado, que foi um bom trabalho, nada. Mas caem matando se qualquer coisa sai errado; se há um pingo no papel, ou uma dobra no fim do mundo. Cobrar, repreender, insultar, ignorar;  todo mundo aprende a fazer bem, e bem depressa se quer sobreviver na selva das relações humanas.  Mas agradecer é tão simples. Não custa nada reconhecer o trabalho do colega, ou a dedicação do amigo. Pare para observar o quanto estão fazendo bem feito a sua volta. Vai se surpreender. Se elogiar então, pode estar certo de que vão olhar de volta assustados por não estarem recebendo uma bronca e sim uma manifestação  ligeira de gratidão.

 

 

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