Tempo

Quando temos consciência da passagem do tempo? Nas fotos de aniversário? No número de velinhas a serem apagadas, todas de uma vez?  Talvez a consciência não seja plena, a não ser ali pelos oito anos, quando uma comemoração, por exemplo, só com o pai e a mãe, tem gosto de brigadeiro.

Cada um se lembra de mais de alguma data, tenho certeza. Acho que é naquele momento mágico que a plena consciência se faz ouvir, feito o grilo falante.

Daquela data jamais esqueceremos. 

É a partir dela que começamos a olhar para trás e ver, timidamente, que éramos melhores do que supúnhamos, éramos mais ordeiros, mais delicados e infinitamente mais vulneráveis.

Depois disso é olhar para trás e comparar:

Nunca gostei de mim aos doze, mas estava bem mais nova que agora. Nesta foto – quanta surpresa – estou feliz, bem mais feliz que agora…

É por isso que o advento das fotografias mudou a visão de mundo. Podemos recordar mais facilmente de como estivemos, como fomos, como éramos, e então reparar que fôramos bem melhores, bem mais divertidos e talvez mais completos do que nunca, da energia de viver.

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