Ira

O pai mantinha as duas mãos apoiadas na cabeça do menino, enquanto se protegia dos socos que a criança furiosa tentava lhe acertar. Os dois tinham acabado de sair do gabinete da diretora, que o chamara para explicar que seu filho passara as últimas três aulas aos prantos. Durante a aula de matemática, ao ser convidado para resolver um problema na lousa, George tropeçara e se espatifara no chão em frente dos colegas. Foi uma risada geral!  Ele levantou-se e ainda mancava quando foi levado até à diretoria porque não conseguia controlar a raiva e a agitação por ter servido de “palhaço” aos colegas.

Na volta para casa, depois de muito trabalho para confortar o menino, o pai pensava que talvez George não soubesse resolver o problema proposto na lousa. Aflito com a perspectiva de errar, sem querer tropeçou e a gargalhada da turma tornou possível transferir a raiva de si mesmo aos seus companheiros.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s