Peso pesado

Ontem, subi na balança. Estarrecida, pensei – Maldita, o que você tem contra mim?

Desci, a balança zerou – não era mesmo um erro de calibragem.

Fui caminhar pesada. E lembrei-me de uma história que minha irmã me contou faz tempo.

Ela estava na farmácia e enquanto aguardava ser atendida, observava uma mulher de meia idade – como sou – subir na poderosa balança do estabelecimento. Como não ficou muito satisfeita, desceu e subiu mais duas vezes.

Tirou o lenço muito florido que adornava seu pescoço e colocou sobre o balcão onde já estavam amontoados sua bolsa, o casaco e o guarda-chuva. (Foi em São Paulo, claro).

Balançou a cabeça, desceu e cuidadosamente tirou o cinto com uma bela fivela – sim, aquilo deveria pesar pelo menos meio quilo, pensou. Quase nada mudou.

Desta vez tirou os sapatos e subiu determinada. Um triste resultado. Mas, subir e descer da balança não deixa de ser uma forma de se exercitar, não é?

Falando em exercício, voltei da caminhada e vim fazer o que gosto. Balança agora só amanhã, só de calcinha, depois do xixi e antes do café, quando certamente estarei pesando o mínimo possível.

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