Vai dar tempo!

Estava contrariada.

Tinha tanto para fazer e o relógio naquela pressa.

Foi até a cozinha, engoliu o café; e,  enquanto enchia um copo com água, juntou seus comprimidos daquela hora. Separou também a vitamina no cachorro. Preferia tomá-los todos de uma vez, torcendo para não engasgar ou desviar da rota natural. 

Distraiu-se e assustou-se ao perceber que junto com suas pílulas havia engolido o remédio do Totó. Pôs a mão sobre a garganta, os olhos bem abertos. 

Deixou estar quando ponderou que aquele ossinho mastigável não poderia fazer mal a ela, uma vira-latas de coleira.

Quando saiu, bateu o portão, conferiu o relógio e suspirou:

– Vai dar tempo.

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