Manifesto

Talvez eu devesse estar protestando também.

A armar uma revolução.

Sair às ruas e bradar encapuzada.

Meus sentidos antecipam a tarde que não veio, e o vento não mexe com as árvores por decreto.

Minha angústia é só a preocupação pelo bem estar daqueles que amo e que foram às ruas batalhar.

Eu protesto. Depois desanimo e consinto apenas. Sou irresponsável. É que não tenho uma voz muito ativa…

Aguardo que alguém me reconheça nessa multidão de fantasmas desolados.

Quando disserem: – Foi aquela! – Saberei que me descobriram.

Só então devo partir para a luta, mas desarmada.

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