Beija-flor

Quando abri as cortinas, um colibri beijava o ar em frente a minha janela. Beijou vários pontos como se desenhasse um signo. Depois voou para o leste. Entendi como um convite. Caminhei até a praia para ver o mar.

Nasci entre morros e gibas, onde o oceano é ilusão. Só senti seu gosto aos dezessete. Agora que moro perto é até pecado não ir, às vezes, reverenciá-lo.

A serenidade daquele colosso apaziguou meu coração atribulado. 

Aos poucos volto ao compasso e à rotina. Amanhã vou ver o mar outra vez.

 

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