Marianinha

“A filha, Marianinha, a única filha, passou do hábito de chupar o dedo para outro, o de roer as unhas. Suzana tentou de tudo: pimenta, castigo, palmadas. Parecia que a menina desdenhava de sua autoridade, mas, coitadinha,  era de fato fraca de espírito como sua avó. Por mais que se concentrasse, bastava deixar o pensamento livre para ouvir um estrondoso: – Tire a mão da boca! Estava sempre expectante, parecia um coelho de olhos redondos; as orelhas trêmulas e atentas.  Aos quinze conheceu o namorado e o cigarro e desde então seu vício amadureceu com ela”.

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