“How fragile we are”

Aos 35 graus da hora do almoço, ele saiu perfumado do banho.

Eu estava a lidar com a casa, varria e lustrava; e suava profusamente.

Preferi lançar um beijo de longe, não queria macular a fatiota impecável e cheirosa.

Quando ouvi o portão batendo, indicação de que ele saíra definitivamente, levei um susto ao pensar na fragilidade da vida e tudo.

Deveria te-lo abraçado muito, beijado de verdade; deveria ter dito um carinho: – volte logo, meu bem.

Pois é assim, nesses pequenos momentos compartilhados do dia a dia, que a vida vale a pena e a gente se fortalece.

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