Memórias

Se de noite ando em boa companhia, tenho amigos do peito, e dou risada àtoa;

pela manhã me guardo, resguardo, e choro.

De fato, meu choro é suspiro, daqueles que vem do fundo e saem entrecortados e múltiplos.

À noite procuro um bar, ou uma discoteca antiga; e as lembranças dos meus vinte e poucos anos.

Eu já era assim, ambivalente; às vezes trágica, às vezes ambiciosa.

Passadas as décadas, a contagem inexorável do tempo cobra seu preço.

Eu tenho fome. Eu tenho medo. Eu tenho história.

Só por isso continuo. 

 

 

 

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