Granizo

Nesta madrugada choveu granizo dentro do meu estômago.

Finas farpas geladas pinicavam agudas, até se dissolverem num ácido morno e condescendente. 

Deitei de lado, enroscando o cobertor em meu corpo como se eu fosse um  bebê.

Abriram as cortinas e um céu carregado de cinzas entrou sob minhas pálpebras.

Acordei; amanheceu outra vez. 

Depois do café quentinho, espreguicei preguiçosa e enfim fui catar uns trapos velhos no guarda roupas para jogar no lixo. 

Preciso de espaço para as novidades.  

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