Palmeiras

Tenho duas lindas palmeiras no jardim. Elas abrigam  orquídeas, a trepadeira envolve seus troncos, e o som das folhas farfalhando, numa conversa boa quando há um mínimo de vento, ameniza qualquer tristeza, restaura, cura.

Entretanto foram plantadas muito próximas à parede; além de produzirem uns coquinhos que entopem os ralos da varanda e geram uma infiltração constante nos quartos. Pior, suas raízes destroem os canos de esgoto e de irrigação, então de tempos em tempos é preciso reconstruir tudo.

Pesarosa, depois de oito anos pelejando, medindo prós e contras, pedi ao jardineiro que as tirasse dali. Ele disse que ia trazer o machado e ia cortando aos poucos. Meu coração quase parou; pensei na agonia, na tortura de ser destruída aos poucos, um ser vivo forte, voraz até, mas magnífico em sua beleza e nos prazeres que gera com sua sombra e sua música.

Então surgiu uma excelente ideia: Os jardineiros do condomínio irão tirá-las daqui e replantá-las nos jardins espalhados entre as casas!!

De muito triste, fiquei eufórica! Gente, estou velha para  emoções tão contrastantes…

Mas imaginem a felicidade de ir visitá-las durante as minhas caminhadas, vê-las acenar para mim, agradecidas e restauradas.

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