Elevador: Lugar comum (Excerto)

“Como está só e gelado, sua transparência se acentua e quase flui dentro da caixa, até que os sons o fazem constatar a dura e fria realidade; cabos e contrapesos numa sinfonia anacrônica, vozes em crescendo. Percussões dos saltos e bengalas, portas abertas e pessoas, portas fechadas e pessoas, que entulham com bolsas, carrinhos, casais, carinhos e cheiros: de treino, de banho, de anti-caspa, de “delivery”. Roupas de cores, tons e texturas que, misturadas, voltarão ao cinza, do pálido ao chumbo. Nos cantos, nas quinas, há vincos e o tempo. “

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