O mantra

Ela disse que não gosta de tomar partido e que frequentemente exala alguns mantras para se acalmar antes de sair quebrando tudo.

Hoje, acordou indignada. Pensou:

“Nossa, parece que tive um pesadelo, as águas todas represadas desabaram sobre mim  e me afoguei”.

Sacudiu a cabeça, desistiu de pensar no assunto e foi tomar um banho, usando a água com parcimônia. Fechou a torneira enquanto se ensaboava. Já havia desligado o pressurizador fazia mais de um mês, e o banho era chocho; saudades daquela ducha forte e revigorante.

Era dia de supermercado. Foi lá.

Escolheu com cuidado – o tal do custo-benefício – e saiu com o carrinho cheio, compras para um mês; a inflação…

Enquanto colocava as sacolas no bagageiro, de forma organizada, ouviu uma buzina.

Piiiiiiii, piiiiiiii.

– Será que estou fazendo alguma coisa errada?

Nada disso, apenas um idiota apressado esperando a vaga.

Fechou com força a porta do bagageiro e foi até lá:

– Está buzinando para mim?

– Sim, anda logo com isso!

– Seu filho da puta, quer parar de me encher o saco?

E daí por diante….

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