Hospital

Era a febre. E a dor de cabeça. Tonta, levantou-se e foi até a cozinha, pegou um copo de água e tomou um comprimido de novalgina. Tinha certeza de que tinha as gotas, mas onde? Sentiu a garganta arder e engoliu, fechando os olhos. Passou a mão no cabelo ensopado de suor. Tomou café e voltou para o quarto. Deitou-se e apagou por mais uma hora. Ao acordar,  mediu de novo a temperatura; 37 graus. Guardou o termômetro de mercúrio com muito cuidado, não fabricavam mais, era uma relíquia. Auscultou-se – coração e pulmão. Taquicardia, uns chiados e roncos. Com um suspiro, voltou à cozinha, tomou seu prosaico café com pão e manteiga, contraindo o rosto a cada vez que engolia e foi tomar seu banho. Era hora, não havia como fugir da rotina.

Pegou a maleta e foi para o hospital, trabalhar.

4 comentários sobre “Hospital

  1. O pior, amigos, é que a personagem da história que é mesmo medica, ficou internada no próprio hospital em que trabalha com pneumonia!! Médicos também são pacientes, às vezes!
    Me pegou!!!!

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