As artes e a medicina

Entrei na FMTM (Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro) bem novinha e fiz os dois primeiros anos lá; as ciências básicas. Daí decidi casar e mudar para São Paulo. Mamãe pediu: “Termine sua faculdade antes, minha filha”. Mas eu queria casar e mudar. E prometi a ela que terminaria a faculdade de medicina, sim. Fiz um ano de cursinho no famoso Objetivo e entrei na FMUSP; que beleza, não? Consegui eliminar algumas matérias e segui em frente. Depois dos percalços do internato – plantões, perdas, emoções intensas – estava formada! Mas nesses anos todos meu coração estava nas artes, qualquer arte. Apesar de saber que só receberia o diploma alguns meses depois, lá fui eu para a cerimônia de formatura, desconfortável em meu traje formal. Depois, levei o canudo até minha mãe. Ela me abraçou amorosa e eu entreguei a ela o tubo, com orgulho: “Aqui está, mamãe”!  Ela abriu, olhou lá dentro e exclamou:

– Mas está vazio!

Pois é…

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