Ai, que doriii.

Ai, que doriiiii, gritava o pobrezinho, ai que doriiii. Eu não sabia a quem consolar se a ele ou a mim; eu dizia aflita; vai passar, vai passar; e ele, ele nem me escutava; lá de dentro de seu casulo de dor, ele gemia. Tínhamos feito de tudo… sua dor era terminal, era só esperar passar, uma questão de minutos… Por fim ele morreu, não gemia mais, nem respirava.

Eu continuo viva e bem dentro do meu casulo, ainda escuto seu lamento:

Ai, que doriii.

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