Ah, o prazer…

Na hora do abraço, senti o cheiro. Tênue, leve, recente… Respirei fundo. Era bom. Lembranças de outras épocas, dos encontros com amigos; muitas festas alegres, sem o preconceito, que atualmente sufoca, nem dá pra deixar correr frouxo o fluxo do pensamento. Tudo esbarra no politicamente incorreto, difícil usar as palavras; mesmo as do dia a dia, têm sentidos diversos. (Melhor pular na piscina, em um mergulho gelado, relaxante e introvertido). Lembrei-me também das noites de plantão no pronto socorro, madrugadas inteiras convivendo com o cheiro, naquela época muito mais constante, livre até mesmo nos corredores do hospital. Tempos de excessos sim, tempos de vícios alagados de prazer. Lembrei das noites de insônia, nas madrugadas frias, sem internet e sem “boa noite cinderela”, quando andava de um lado para outro, procurando paz e conforto nos vícios novos.

Quando senti o cheiro, e inúmeras imagens se atropelaram em meio à fumaça, eu tive vontade. Quisera poder sentir este prazer só às vezes, sem a escravidão da abstinência. Ah, o prazer, que prazer. Que boa reminiscência. Mas este vício está morto para mim. Nunca mais. Nunca mais…

2 comentários sobre “Ah, o prazer…

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