Pedras portuguesas

Olhava para trás quando não ouvia passos, mesmo assim revirava o pescoço, os olhos em viés. Esperava por algum alento vindo não se sabia de onde, nem se sabia quando. Andava pela trilha, e ia descalça a sentir as pontas das pedras portuguesas, a ferir seus humores com a crueza das pedras, tantas delas pelo caminho, mas caminhava, ia em frente, mesmo assim. E de quando em quando, olhava para trás.

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