Boas lembranças

Estavam todas em um baú, adormecidas depois de tantos outros grupos e amigos durante a vida. Um dia fui limpar o sótão e achei a velha caixa de Pandora. Abri, e de lá saíram tantas meninas, doze, treze anos; elas se misturavam um pouco na neblina da memória, mas foi clareando e seus rostos ficaram visíveis, são inesquecíveis. Em uma época com hormônios em profusão, a vida estava apenas começando; e eu já me perguntava o que seria de mim, com medo de viver. Foi um tempo urgente,  saias enroladas na cintura para mostrar as pernas jovens, o coração pelejando em um misto de coragem e ousadias. O mais importante para mim, agora que voltei a revê-las, na maturidade, é que não me recordo de desafetos, brigas, diferenças. Apenas que era bom! Muito bom!

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