Gambá

O moço chegou com a malita e uns canos de cobre, subiu ao telhado e passou umas horas por lá, às voltas com a caixa d’agua; depois desceu; disse: – amanhã volto, faltou um pedaço. Não veio; lá de cima uns ruídos estranhos, portas, batentes, uivos, alguém para trás? Subi, tudo escancarado, as portas todas abertas, a claraboia inclusive, pensei, entraram, uns ratos, baratas, morcegos, meu deus, uns gambás? Arrepiei, fui fechando, espera, fechava tudo ou deixava passagem? Travei, desci. Busquei café e matutava, olhava pra cima. Prendo o gambá até o moço… Subi e fechei a claraboia. Fechei a última porta. O moço que se vire. Com o gambá e o cano que falta.

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